quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Te vi.

Te vi caminhar entre ruelas sombrias
antevi em teu olhar, uma gota orvalhada.
Esqueci por um momento o vento, as noites frias
citei poesias de louvor ao céu.
Mas nem em todas loas te reconheço,
nem ao Poliphemo acordaria arfante.
E não fui um réu.... apenas neste instante.
Mendigo daquilo que sei não mereço,
nem do que venha ter por qualquer preço.
menos do que tenha herdado de quem não conheço.
Só te vi andar por caminho antes fechado
que abriste com um sorrir azul do olhar.
Vês que guardo nas mãos uma linda gota?
Pequena orvalhada que salvei calado
só neste breve segundo não tive medo
e nela mergulhei, em segredo
bem lá no fundo
para te encontrar.

2 comentários:

Sonhadora disse...

Ricardo.
Parou o meu tempo, nesse poema linnnndo, minha alma o recebeu, como se fosse meu, não tenho palavras para descrever o que esse poema me disse.
Bjs

Ricardo Kersting disse...

Nossa!!! Fico muito feliz por gostares, Rosa. O efeito que procuro é mais ou menos esse, que as pessoas sintam meus pensamentos como se fossem delas.
Muito obrigado Sonhadora..
Beijos.