sábado, 14 de março de 2009

Modelo


Teu lindo corpo
em minha mente.
Agora em minhas mãos.
De tanto sonhar
como se o sol fosse possível,
cais de teu mar
em meus punhos.

Te modelo linda,
por todos teus poros.
Tuas belas mãos contém as minhas
por pouco não te faço nua.

Enquanto vibras em teu roçar sereno
afago teus seios
lembrando doce visão.
Sinto a fragrância
de tua pele macia
agora minhas garras rasgam "teu" mármore.

Não quero mais os cinzéis
a macularem tua textura.

Teu corpo modela-se
em minhas mãos.
Preenche todas lacunas
medidas,
moderadas e absolutas
como sempre
sonhei.

Nem podes imaginar
o que isso é
para mim.



3 comentários:

Simone Aver disse...

O artista É a sua obra. Molda as formas dos seus desejos, nas palmas das mãos, nas pontas dos dedos. Pó de mármore. Poeira à distância. E as formas (i)maculadas de sua visão são mais puras do que, na verdade, o são. O artista dá-se em sua obra. Dá de beber ao profano. Dá de comer ao santo. Dá de suar ao maldito. Dá de sonhar aos escondidos sob o manto idealizado do possível. Imagem tocada. Beleza bem-vinda. Abraços, de novo. De novo, obrigada. Por tudo.
Bjs

Helena Erthal disse...

Esse poema monta imagens fortes e sensuais...muito bom!

bjs

Cynthia Lopes disse...

Ricardo, um poema de versos fortes, de poderosos sentimentos, apaixonados sentimentos. Por certo, tuas mãos nuas são mais do que suficientes para esculpir este corpo que desejas...
bjs