sexta-feira, 13 de março de 2009

Canto das Sereias


Relato

Nuvens espessas sob o luar sereno
carregadas de dúvida e imenso pesar
meus pés longe do tombadilho
busco o infinito
homens loucos vejo, soltos aos mar.

O canto espalha-se em todos os cantos e prantos
de Selêne, alentos de Deusas perdido entoar
como Odisseu por Atena esquecido, mudo no tempo, me pus escutar
do mais alto vento vejo o girar do cabrestante.
Quando começara o canto
pensei ver, Dédalus voar...


Canto...


" Ó tormenta em vagas repentes
derramas turbilhões nas costas de Héracles, em Gibraltar.
Não podes ser contido menos ouvido
se cantas liberdade, liberto estarás
tormentas e vagas doutas de profundezas
donde Poseidon ri em seu eterno reinar.
Ondas selvas d'agua mágoas e passado
tudo é brilho imenso no intenso derramar".


Vês meu infortúnio?
Agora assim, preso
corpo teso
indefeso

te pões a cantar?






2 comentários:

Simone Aver disse...

E a poesia é sereia cantante, atraindo esses pescadores poetas, com suas letras que dançam, livres e faceiras. Com suas calejadas mãos de canetas. Ah, serão as sereias os versos, ou serão os poetas as sereias assassinas do tédio? Não sei. Não tem importância. Deixo-me guiar pelo canto da sereia. E não sou mais eu. Sou o próprio canto. Sou luar. Sou verbo. Palavra alada que me ensina a viver. Abraços, amigo. Obrigada pelo teu canto. Serei. AH...

Cynthia Lopes disse...

Canto e cantarei sempre... só para lhe ouvir cantar seus versos ou direi encantar? rsrsrs... bjs