domingo, 10 de janeiro de 2010

Ainda.

Sempre que te olho
em teus versos.. ainda que distantes
roçam o meu braço.
Mas não são mais teus
quando os atiras ao vento
me atingem e me prostro.
Não são meus, mas me cercam
cerram, secam-me a boca
e suores indecentes
riem de mim.
Ainda teus cabelos molhados
refrescam-me o pescoço
sinto-os sobre o peito
parte de mim, de ti.
Sempre que te ouço
sorrindo com os olhos
desfazendo do tempo, do mar...de mim.
Sempre que te vejo
tens a mesma sede.
Ainda que seja tarde, manhã ou chuva
distante são as cálidas tardes,
de sol que ainda arde
em meus sonhos... enfim.
Só na loucura persistes
e a tudo assistes
sem nada dizeres de ti..
a mim.

3 comentários:

Sonhadora disse...

Ricardo
Mais um lindo poema, com que nos brindas...mas tenho saudades dos teus comentários, sempre belos.

Beijinhos

Sonhadora

Cynthia Lopes disse...

Absolutamente lindo e encantador!
Parabéns, meu amigo,
este poema masculino e perfumado fala muito de ti.
bjs

Helena Carvalho disse...

A musa nada diz porque é o silêncio dela que te inspira a bela obra.