segunda-feira, 24 de maio de 2010

Tombo

Estou de cabeça na rua
e o tempo rege minha loucura,
filha única da minha solidão.
Dessa vez é fácil não mentir
é um caminho sem retorno...cair.
Por essa razão minhas mãos
já apalpam o meio fio,
já resvalam sobre os paralelepípedos centenários.
Por isso minha voz não será usada em vão
não mais.
Dessa vez é mais fácil não falar.
Estou de corpo e alma no mundo
não volto mais...

3 comentários:

LiLi disse...

A queda que se torna mergulho é mais profunda. Esse mergulho não tem volta não, irmão.

Sonhadora disse...

Meu querido Ricardo
Há coisas que não têm volta mesmo.

Beijinhos
Sonhadora

Simone Toda Poesia disse...

Veja
As quedas também exigem dignidade.
Só quem está de pé, cai.
Não há caminho sem retorno.
E
Um poeta nunca usa sua voz em vão.

Beijos