terça-feira, 24 de março de 2015

Justos Nus


Nada é tão vasto
como inda agora que fui pequeno
pouco foi um bálsamo
onde restava ódio e veneno
pessoas vãs rasas distam
nas ruas vazias
prelos soltos ao vento
registram a covardia
é mais fácil ser fugidio, sub-humano, arredio
a ultrajar os justos
por serem poucos
e estarem
nus

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Hoje

Minhas mãos afagam

teu corpo.

Derradeira intenção

de sentir-te

ainda minha.


Logo partirás.


A mim restará...

o pó

que guardei

em meu rosto

enquanto tu,

uma deusa,

nascias.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Domingo à tarde.,

Não gosto de perder o controle,
nem o remoto,
de perder as contas.
Não quero esquecer números
nem  telefones.
Detesto errar portas
esquecer coisas, perder chaves
tropeçar nas calçadas,
errar o rumo
perder a hora
bater o carro
me perder na cidade,
ligar para emergência.
Estou sentindo saudade
de tanta ausência.
Não gosto de quebrar a louça
deixar a torneira aberta
sair de chinelos
me enganar de dia
achar que está frio
e dormir de sapatos
com a TV ligada
domingo à tarde.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Auto-análise...

Estou aqui
continuo escrevendo
bobagens sobre mim mesmo...
Afinal para quê serve meu blog?

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Que importância teria agora?



Então neste dia que é noite
que os travesseiros e almofadas
naveguem fundo, vindo e findo.
Para fora ao sol.
Ninguém morre de pena
o travesseiro que o diga.
Sou feliz e feliz por natureza!
Mas quem se importa?
Se a natureza está morta?
Se a casa está torta?
Se um dia vou doer?
Como uma estranha ferida?
E deixar passar luz
através
dos meus olhos?
Quem se importaria?
Com tanta zombaria se nem os deuses que criaram a flor
e inspiraram o plantio
do mal... pensaram na satisfação dos clientes?
Afinal
quem se interessa
pela minha dor?