domingo, 22 de fevereiro de 2015

Domingo à tarde.,

Não gosto de perder o controle,
nem o remoto,
de perder as contas.
Não quero esquecer números
nem  telefones.
Detesto errar portas
esquecer coisas, perder chaves
tropeçar nas calçadas,
errar o rumo
perder a hora
bater o carro
me perder na cidade,
ligar para emergência.
Estou sentindo saudade
de tanta ausência.
Não gosto de quebrar a louça
deixar a torneira aberta
sair de chinelos
me enganar de dia
achar que está frio
e dormir de sapatos
com a TV ligada
domingo à tarde.


Um comentário:

Adalberto Hoch disse...

Cara muito bom! Singela e verdadeira, essa poesia foi simplesmente divertida.
Gosto de visitar este blog, continue poetando assim Quero Poema.
Ah venha conhecer meu blog também http://martinshoch.blogspot.com.br/