quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Hoje

Minhas mãos afagam

teu corpo.

Derradeira intenção

de sentir-te

ainda minha.


Logo partirás.


A mim restará...

o pó

que guardei

em meu rosto

enquanto tu,

uma deusa,

nascias.

5 comentários:

Cynthia Lopes disse...

Lindo Ricardo, a foto e o poema se complementam num último adeus a obra! Lindo, me emocionou...
bjs

(l' excessive) disse...

Uau...
Também achei maravilhoso este casamento de foto e texto.
Abraço, amigo!

Solange Maia disse...

Linda fot e lindo poema.
Li quase tudo... teu amor transborda por tua arte, que percebi serem muitas... é certamente um homem incrível !!!

Adorei ter vindo aqui !!!

Beijo especial,

Solange


passe lá no meu cantinho....
http://eucaliptosnajanela.blogspot.com

Simone Aver disse...

Partem as nossas obras. Não partimos nós. Permanecemos, criando. Criamos, permanecendo. Não estamos de passagem. Passeamos entre o que nossas mãos tocaram, entre o que nossos espíritos desejaram um dia. Quintana diria: "(...)que importa restarem cinzas, se a chama foi bela e alta? (...)". Pois resta, da obra, o pó de mármore. Não importa. A obra não foi, ela É bela e alta. Então, como Quintana, "cantemos a canção da vida". Não tenho como expressar minha impressão da foto. Mas sei que tu sabes. Perfeição é uma palavra pequena, não cabe, não cabe... Se nossa obra segue por outra estrada, e se cai em outras mãos, lembre sempre: ficamos nós. E essa deusa que nasceu dos teus olhos e da técnica que suaste ao longo dos anos, há de carregar com ela esse transbordamento de arte que verte dos teus poros. Pó de mármore? Paixão. Bjs, meu querido.

cibele nakamura disse...

Ah que lindo!