sexta-feira, 31 de maio de 2013

Às ganhas...

"Às ganhas" 

Diálogo entre os "gladiadores" do jogo de bolinhas de gude:

" -Quero "limpes"!
Quero "prima"!!
É às "ganhas" ou às "brincas"???
Às "ganhas"! Sempre.. Só vou no "encoste"!
Mas assim te mata no "corner"!
Mas eu tenho a melhor "joga"!! É um "osso daqueles!
Melhor é o meu "aço", o que não dá é se jogar de "buzuco"!
"Buzuco" é muito pesado, mas se tira bem no "facão"!
Ah! "Facão" não pode, tá nas regra!
Tá bem!! Mas e esse "cu de galinha aí"??
"Cu de galinha" nada! É um baita "Inhaque"!!!
"Inhaque"? hahahaha!

OLHA O "FISCALLLLLLL"!!!"

terça-feira, 2 de abril de 2013

O menestrel calou.



Eu era um menestrel só
meu canto corria o mundo
desafiava o tempo
mas ninguém ouvia...
Eu era um homem só
o que minha voz não alcançava
minha visão se abria
envolta na noite
ou ao nascer do dia
minha voz te enlaçava
meu cantar te cobria.

O menestrel calou
já não tem forças
para entoar seu canto
não há motivos nobres
para desafiar o vento
e teu olhar atento
já não me pode guiar..

Não há mais a madrugada
nem o despertar do dia
não há nada em minhas mãos
há uma vida vazia.
O mundo perdeu uma voz
que mesmo sem ser ouvida
jamais deixou de tentar
mas, nada restou desse intento
nem um verso
nenhum invento

Não há mais o que cantar..

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Eu pássaro.


Não me culpes por teus enganos
te queria ainda......creias
mas sem o brandir das armas torpes
Não te quero mais,
sou somente outro foragido
e nada poderia dar-te que não os
grilhões de um sonho insone....
Se tenho ainda minhas alas
é por não querer voar tão longe..

Fica aí...onde tens um sonho
ainda que pequeno
mesmo que esquecido
deixado à deriva
de um amanhecer  estranho.....!

Deixa-me aqui
com meu voar distante
minha pesada carga
de culpas
que  carrego desde sempre.....

Só não me culpes por teus pesadelos
por tuas asas corrompidas
por teu desespero
deixa-me em meu ninho
onde posso ser eu pássaro
entre os precipícios de minha alma
em meu voar sozinho...

sábado, 29 de dezembro de 2012

Biruta

Sou uma palavra ao vento
desarticulada sem controle, desafeta.
Inquieta e mambembe....
Sem a tua pele em branco
para o meu descanso
porque és longínqua e
jazes sobre um córrego seco
perdido das chuvas de outono..

Palavra:
Que me  leve desastrada para os confins do continente
e dessa viagem rompa-se o tempo
desfaça-se a luz,
que a Terra seja só terra
a cobrir rastros de mim
por fim...
que eu caia sobre a cal
do papel brando-branco
e escreva-me...assim:

Te quero!

Esboço



Fiz de tudo para estar,
me expus ao extremo.
Ridículo, inconsequente e
desvairado.
Como louco saí às cegas sem rumo
caí em armadilhas, um espectro, um simulacro,
resumo do vazio.

O silêncio é uma tortura engenhosa!
Aflito estou voltando como cão sem dono.
Essa aflição que me aflige não perdoo,
minto, perdoo sim, mas não agora.
Agora sou um bêbado sem memórias para contar,
sem casa para voltar,
sem um idioma inteligível para  coisa qualquer dizer
ou criar:
Um rascunho, uma maqueta de um sonho, um esboço
de uma vida
que agora,
mais difícil viver...!