terça-feira, 16 de julho de 2013

Nada.


O nada que vemos.

Não vemos.
Por tudo que temos
ou nada que somos?

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Imaginária manhã.



Tudo que eu tinha
se estilhaçou como raios
de uma manhã imaginária....

O último pedaço de ti, 
um objeto purgado de um desejo doentio
juntou-se a um destino sujo
e a um sorriso perdido...

Encontro Azul




O encontro estava marcado marcava passo
 passo dado.
Era um ato, um epílogo.....o passado.


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Às ganhas...

"Às ganhas" 

Diálogo entre os "gladiadores" do jogo de bolinhas de gude:

" -Quero "limpes"!
Quero "prima"!!
É às "ganhas" ou às "brincas"???
Às "ganhas"! Sempre.. Só vou no "encoste"!
Mas assim te mata no "corner"!
Mas eu tenho a melhor "joga"!! É um "osso daqueles!
Melhor é o meu "aço", o que não dá é se jogar de "buzuco"!
"Buzuco" é muito pesado, mas se tira bem no "facão"!
Ah! "Facão" não pode, tá nas regra!
Tá bem!! Mas e esse "cu de galinha aí"??
"Cu de galinha" nada! É um baita "Inhaque"!!!
"Inhaque"? hahahaha!

OLHA O "FISCALLLLLLL"!!!"

terça-feira, 2 de abril de 2013

O menestrel calou.



Eu era um menestrel só
meu canto corria o mundo
desafiava o tempo
mas ninguém ouvia...
Eu era um homem só
o que minha voz não alcançava
minha visão se abria
envolta na noite
ou ao nascer do dia
minha voz te enlaçava
meu cantar te cobria.

O menestrel calou
já não tem forças
para entoar seu canto
não há motivos nobres
para desafiar o vento
e teu olhar atento
já não me pode guiar..

Não há mais a madrugada
nem o despertar do dia
não há nada em minhas mãos
há uma vida vazia.
O mundo perdeu uma voz
que mesmo sem ser ouvida
jamais deixou de tentar
mas, nada restou desse intento
nem um verso
nenhum invento

Não há mais o que cantar..