terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sol maior.



Pequena princesa
encantando meu olhar.
Pura magia
a melhor fatia
que pude provar.

Sapeca delícia
mal sabia de seu poder
olhar de criança
para minha esperança
do que havia por viver.

Do céu, um pedacinho
escondido .
Espertinha
quietinha
e eu fingindo não ver.

Pontinha do dedinho
nas teclas proibidas
sol maior com carinho
iluminando
meu atelier.
Plinc, plonc.

Plic, plic.

para sempre

em mi.


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A jovem poeta.

A jovem poeta
derrama sua dor
sobre um belo
e triste poema.

Cada lágrima
gera um verso
que se abre
para o universo
rasgando os limites
do tempo.

Galopando sobre o vento
até pousar
em seu destino.

A vida breve navega
tripulante das lágrimas
dum dia distante
que sua lembrança vigia
onde somente a poesia
tem o poder de chegar.

Dos olhos da poeta
brotam palavras
de sua dor.
Que nem mesmo
a distância,
o tempo, a realidade
nem a própria saudade
podem duvidar
de seu ardor.

Por quem a poeta chora?
Em lamentos
nos versos escondidos
o sofrimento resgata
o que sua poesia trata
de guardar
nos sonhos
perdidos.

A jovem poeta
derrama a sua dor
sobre versos
enternecidos.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ainda há tempo !!!


Alguém canta o outro chora
são abolidos os risos febrís
as despedidas fazem encontros
momentos irreais e sem sentido.

Máquinas ocupam o espaço possível
cartazes de dizeres loucos indicam as direções
Pedestres fazem comícios ininteligíves
enquanto os deputados mijam nas calçadas.

Padres às portas das igrejas
exortam os infiéis a voltarem aos presídios.
As guerras cessam por falta de gente para morrer.

Os muitos famintos olham para restaurantes,
vazios, frios
tifo, tétano e malária.

Ácido nítrico, sulfúrico e úrico
monóxido de carbono lixo tóxico
chuva ácida
morte tácita, plácida e tática
derradeira e estúpida

cirurgia.


Mista cortada no externo, xifóide

onde tremula o músculo oco

frouxo dolorido.

Crianças xilófagas com madeira entre os dentes

sobre as rendas de cortinas

espalhadas na sarjeta.


Um pouco de tudo

para nada existir.