Crio imagens à tua semelhança
mas é tudo ilusão
mera esperança
alguns versos voam libertos
outros em paz se encontram
esquecidos encobertos
em órbita dos teus olhos
na minha canção.
domingo, 26 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Versos para ninguém.
Hoje escrevo para ninguém
que cedo, muito tarde
em meu caminho vem.
Quando ninguém passou
um rastro de suave fragrância deixou
vi seus olhos negros, demais
sua juventude morena que me enfeitiçou.
Ela nunca me olhou... duas vezes
eu a olhei milhares de vezes mais.
Seu andar suave
seus lábios perfeitos
a pele alva atraindo meu olhar.
A vida recém lhe abriu os primeiros raios
enquanto eu.....me escondo na penumbra
do entardecer.
Escrevo agora à ela que é ninguém
assim como sempre serei ninguém para ela.
Por isso nos merecemos
e a minha paixão tem onde existir
posso me deixar nela fluir
tenho a quem dizer...te quero!
te espero....passar
que nao consigo ficar
sem te ver,
em teu flutuar provocante
em teu lindo corpo infante
quando teus quadris balançam
acompanhando a órbita dos teus cabelos
o ritmar dos teus seios e meus apelos.
Me sinto a salvo...pois nunca fui alvo
do teu olhar juvenil.
Mas não sei até quando
poderei suportar só olhando
sem poder te tocar
sentir teu negro olhar
e confessar...
que um dia fui alguém
mas hoje sou só quem
faz versos
para ninguém.
que cedo, muito tarde
em meu caminho vem.
Quando ninguém passou
um rastro de suave fragrância deixou
vi seus olhos negros, demais
sua juventude morena que me enfeitiçou.
Ela nunca me olhou... duas vezes
eu a olhei milhares de vezes mais.
Seu andar suave
seus lábios perfeitos
a pele alva atraindo meu olhar.
A vida recém lhe abriu os primeiros raios
enquanto eu.....me escondo na penumbra
do entardecer.
Escrevo agora à ela que é ninguém
assim como sempre serei ninguém para ela.
Por isso nos merecemos
e a minha paixão tem onde existir
posso me deixar nela fluir
tenho a quem dizer...te quero!
te espero....passar
que nao consigo ficar
sem te ver,
em teu flutuar provocante
em teu lindo corpo infante
quando teus quadris balançam
acompanhando a órbita dos teus cabelos
o ritmar dos teus seios e meus apelos.
Me sinto a salvo...pois nunca fui alvo
do teu olhar juvenil.
Mas não sei até quando
poderei suportar só olhando
sem poder te tocar
sentir teu negro olhar
e confessar...
que um dia fui alguém
mas hoje sou só quem
faz versos
para ninguém.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Tempo qualquer.
Hoje ainda não sei para onde
vão as pessoas que fogem
ou se as marcas deixadas
serviriam de estrada.
Servem para nada!
Hoje ainda não sei
porque espiam as pessoas
através das vidraças
se só podemos ver os corpos presos
sob o tecido fino da
vida.
Hoje minhas mãos cobrem
meu rosto, mas não cobrem minha dor
enquanto fujo
busco razões no passado
para aceitar o presente
Ainda não sei porque me escondo
mesmo sabendo que jamais
deixaria de me encontrar dentro de mim.
Hoje ainda me vejo no reverso
do tempo perdido...nunca havido
e as canções que fazia por pura
demência, além do controle rígido
da minha própria incerteza de que existiam
as canções e as palavras
que nunca foram minhas...
nem por mim ditas
em um tempo qualquer.
vão as pessoas que fogem
ou se as marcas deixadas
serviriam de estrada.
Servem para nada!
Hoje ainda não sei
porque espiam as pessoas
através das vidraças
se só podemos ver os corpos presos
sob o tecido fino da
vida.
Hoje minhas mãos cobrem
meu rosto, mas não cobrem minha dor
enquanto fujo
busco razões no passado
para aceitar o presente
Ainda não sei porque me escondo
mesmo sabendo que jamais
deixaria de me encontrar dentro de mim.
Hoje ainda me vejo no reverso
do tempo perdido...nunca havido
e as canções que fazia por pura
demência, além do controle rígido
da minha própria incerteza de que existiam
as canções e as palavras
que nunca foram minhas...
nem por mim ditas
em um tempo qualquer.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Assim ao luar.
Assim ao luar
teus olhos são profundos
abismos insondáveis
de mares inavegáveis
donde nem como Ulisses
poderia voltar.
Tudo em ti é inconstante
indecifrável, inebriante
toda em curvas ascedentes
me levam às encostas
soturnas derradeiras tangentes
cobertos de enigmas indizíveis
intraduzíveis
hieróglifos escondidos
gritos inaudíveis.
Enquanto jaz em tua voz
tudo que eu jamais falaria
nem como arauto gritar..ousaria.
Em teu sorriso selo
minha dor e alegria
em teus lábios meu beijo apelo
sob a luz dos teus olhos
negros profundos
porém raros de mistério
como a luz do luar.
teus olhos são profundos
abismos insondáveis
de mares inavegáveis
donde nem como Ulisses
poderia voltar.
Tudo em ti é inconstante
indecifrável, inebriante
toda em curvas ascedentes
me levam às encostas
soturnas derradeiras tangentes
cobertos de enigmas indizíveis
intraduzíveis
hieróglifos escondidos
gritos inaudíveis.
Enquanto jaz em tua voz
tudo que eu jamais falaria
nem como arauto gritar..ousaria.
Em teu sorriso selo
minha dor e alegria
em teus lábios meu beijo apelo
sob a luz dos teus olhos
negros profundos
porém raros de mistério
como a luz do luar.
sábado, 11 de setembro de 2010
O Poeta iletrado (A meu pedido)

A MEU PEDIDO REEDITO ESTE POEMA.
Então! Era uma vez:
Numa pequena cidade
muito pequena talvez,
para conter tanta maldade.
Porém neste vilarejo nascera
forte, uma linda criança
que sofrendo muito, crescera
réprobo pela vizinhança
Nem passou perto da escola,
audácia ele se atrever
entretanto só por esmola
analfabeto lhe deixaram viver
Uma batina em algodão cru
era que o menino vestia
só para não lhe ver nu
o padre por "nobreza" cedia
Era só o que faltaria
além de pateta o esfomeado
sem aquela batina estaria
completamente pelado
Mas ao cabo de dois anos
vejam só quanta ironia
com andrajos franciscanos
é que sua roupa parecia.
Assim sopravam os ventos
perambulava o chamado pateta
Mas ora vejam! Ele tinha intentos
de um dia se tornar um poeta.
Mas esse louco queria
uma coisa tão estranha
logo ele que vivia
numa miséria tamanha.
Mas que menino tão tolo
ser poeta sem saber ler
nem um nome por consolo
lhe fôra dado saber.
Assim de um lado para outro
como bardo louco corria
sujo e suado como um potro
todos riam, ele sorria.
Sem um nome e iletrado
sonhava amores na primavera
lhe chamavam de enjeitado
e ele nem sabia o que era.
Seus olhos ninguém via
jamais ousara olhar alguém
amava uma moça? Mas quem seria?
Nunca diria, nem ao padre, nem a ninguém.
Um dia, o poeta cometeu um engano
quis ao seu amor um poema recitar
Mas que petulância, farrapo humano
poeta pateta está querendo apanhar.
E naquele domingo na praça da igreja
uma linda moça para o poeta olhou
com lindos olhos verdes como carqueja
faces macias que o sol corou
Aquele olhar tão belo e franco
encorajou o poeta a seguir
e duma folha de papel em branco
que lia algo, começou a fingir.
Eram palavras singelas
mas de tão belo sentimento
que as pessoas nas janelas
se emocionaram por tal lamento
O amor ao vento ecoava
na bela voz daquele menestrel
mas esse vento que soprava
traria notícias de um destino cruel.
Uma mulher fina, mas invejosa
logo começou a comentar,
"mas que memória prodigiosa
para tantos versos guardar".
Os olhos da moça brilhavam
num verdejante fulgurar
enquanto os versos voavam
a Deusa da Arte se fez presenciar.
Até Hélios, o deus do sol, recuou
com a presença da formosa deusa,
o vento que era forte amainou
diante dum quadro de tanta beleza.
A moça sorria em toda sua graça
o poeta delirava o seu insano irromper
naquele domingo em plena praça
declamava o poema que ele não podia escrever.
Porém o jovem poeta sentiu
toda força da divindade
um grande estrondo se ouviu
estremecendo a cidade.
A Deusa da Arte abraçou
aquele pobre menino
e consigo ela o levou
para o seu verdadeiro destino.
Assim quis a divina musa
em toda sua sabedoria
que aquela gente tão confusa
seus versos não mereceria.
Então um tiro cruel e certeiro
atingiu o peito do poeta
que caindo por inteiro
deixou a sua poesia incompleta.
Porém a deusa da sorte
ainda tinha outro querer
dar ao poeta em sua morte
o que ele não teve ao viver.
Foi então que a donzela
de verde jade no olhar
sobre o poeta defronte à capela.
tombou já sem respirar.
Os dois que aquela vil cidade
não lhes merecera jamais
viveriam toda liberdade
noutro plano onde todos são iguais.
O poeta então viveria
o seu eterno devaneio
para a sua amada cantaria
versos plenos de floreio.
Porém a deusa em sua vingança
ainda não estava satisfeita
chamou Eólo em sua presença
e deu-lhe a última empreita.
Mandou que o deus do vento pegasse
toda palavra que do poema foi perdida
e que todo domingo a soprasse
que na cidade inteira fosse ouvida.
Apesar de toda a sua vaidade
aquele povo se convenceu
que o único artista de verdade
a pobre cidade perdeu
"A cidade do poeta andante"
assim ficou conhecida
todo domingo em qualquer brisa pulsante
a bela voz do poeta era sentida.
A Deusa da Arte escolhe seus filhos
mas nem sempre lhes deixa viver
melhor mantê-los em eterno exílio
do que deixá-los sofrer
E a vila e seus moradores
foram condenados a eternamente ouvir
nos versos do iletrado, suas dores
e todo o seu amor
num mais puro
sentir.
só para não lhe ver nu
o padre por "nobreza" cedia
Era só o que faltaria
além de pateta o esfomeado
sem aquela batina estaria
completamente pelado
Mas ao cabo de dois anos
vejam só quanta ironia
com andrajos franciscanos
é que sua roupa parecia.
Assim sopravam os ventos
perambulava o chamado pateta
Mas ora vejam! Ele tinha intentos
de um dia se tornar um poeta.
Mas esse louco queria
uma coisa tão estranha
logo ele que vivia
numa miséria tamanha.
Mas que menino tão tolo
ser poeta sem saber ler
nem um nome por consolo
lhe fôra dado saber.
Assim de um lado para outro
como bardo louco corria
sujo e suado como um potro
todos riam, ele sorria.
Sem um nome e iletrado
sonhava amores na primavera
lhe chamavam de enjeitado
e ele nem sabia o que era.
Seus olhos ninguém via
jamais ousara olhar alguém
amava uma moça? Mas quem seria?
Nunca diria, nem ao padre, nem a ninguém.
Um dia, o poeta cometeu um engano
quis ao seu amor um poema recitar
Mas que petulância, farrapo humano
poeta pateta está querendo apanhar.
E naquele domingo na praça da igreja
uma linda moça para o poeta olhou
com lindos olhos verdes como carqueja
faces macias que o sol corou
Aquele olhar tão belo e franco
encorajou o poeta a seguir
e duma folha de papel em branco
que lia algo, começou a fingir.
Eram palavras singelas
mas de tão belo sentimento
que as pessoas nas janelas
se emocionaram por tal lamento
O amor ao vento ecoava
na bela voz daquele menestrel
mas esse vento que soprava
traria notícias de um destino cruel.
Uma mulher fina, mas invejosa
logo começou a comentar,
"mas que memória prodigiosa
para tantos versos guardar".
Os olhos da moça brilhavam
num verdejante fulgurar
enquanto os versos voavam
a Deusa da Arte se fez presenciar.
Até Hélios, o deus do sol, recuou
com a presença da formosa deusa,
o vento que era forte amainou
diante dum quadro de tanta beleza.
A moça sorria em toda sua graça
o poeta delirava o seu insano irromper
naquele domingo em plena praça
declamava o poema que ele não podia escrever.
Porém o jovem poeta sentiu
toda força da divindade
um grande estrondo se ouviu
estremecendo a cidade.
A Deusa da Arte abraçou
aquele pobre menino
e consigo ela o levou
para o seu verdadeiro destino.
Assim quis a divina musa
em toda sua sabedoria
que aquela gente tão confusa
seus versos não mereceria.
Então um tiro cruel e certeiro
atingiu o peito do poeta
que caindo por inteiro
deixou a sua poesia incompleta.
Porém a deusa da sorte
ainda tinha outro querer
dar ao poeta em sua morte
o que ele não teve ao viver.
Foi então que a donzela
de verde jade no olhar
sobre o poeta defronte à capela.
tombou já sem respirar.
Os dois que aquela vil cidade
não lhes merecera jamais
viveriam toda liberdade
noutro plano onde todos são iguais.
O poeta então viveria
o seu eterno devaneio
para a sua amada cantaria
versos plenos de floreio.
Porém a deusa em sua vingança
ainda não estava satisfeita
chamou Eólo em sua presença
e deu-lhe a última empreita.
Mandou que o deus do vento pegasse
toda palavra que do poema foi perdida
e que todo domingo a soprasse
que na cidade inteira fosse ouvida.
Apesar de toda a sua vaidade
aquele povo se convenceu
que o único artista de verdade
a pobre cidade perdeu
"A cidade do poeta andante"
assim ficou conhecida
todo domingo em qualquer brisa pulsante
a bela voz do poeta era sentida.
A Deusa da Arte escolhe seus filhos
mas nem sempre lhes deixa viver
melhor mantê-los em eterno exílio
do que deixá-los sofrer
E a vila e seus moradores
foram condenados a eternamente ouvir
nos versos do iletrado, suas dores
e todo o seu amor
num mais puro
sentir.
Assinar:
Postagens (Atom)

