Quando escrevemos numa página em branco
é tudo fruto do nosso livre pensar.
Se fosse um diário que pudeesse ficar escondido,
nossos termos seriam outros.
Não precisaríamos nos preocupar com
a falta de compreensão, pois essa seria
só da nossa parte.
Mas estamos escrevendo num extenso fio eletrônico
que se abre ao mundo. Num piscar de olhos
atravessamos o planeta.
De repente, milhões de pessoas estão sabendo o que
pensamos, o que queremos e o que não ousamos querer.
Portanto, precisamos ser claros, ou ao menos tentar.
Poucas pessoas têm a sensibilidade aguçada ao ponto
de entender nossa intenção quando não a revelamos.
Poucos conseguem ler pensamentos nas entrelinhas.
É também reduzido o número de pessoas que se aventuram
nas palavras que possuem o dom de se fazer entender.
Muitos não têm esse interesse, mas reclamam quando os
outros não os entendem. Se contamos um segredo, não
podemos querer que ninguém saiba. Se usamos metáforas
temos que aceitar que alguém não nos entenda. Se falamos
meias palavras, não podemos reclamar a falta de bons
entendedores.
Sejamos honestos para conosco. Esperemos a reciprocidade
naturalmente.
Nada é mais democrático do que um papel em branco. Podemos
escrever o que bem entendermos. Muitos se tornam poetas,
outros romancistas, articulistas, cronistas, etc...
A página vazia aceita tudo, mas os olhos nem sempre.
Temos que aceitar quando não somos aceitos ou
simplesmente esquecer. A unanimidade não existe, em
nenhum setor da atividade humana. A compreensão é
a recompensa dos que se fazem compreender.
domingo, 6 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Conclusão após ócio.
Algumas coisas são fundamentais, outras
nem tanto. Essas nem tanto são
as que a gente mais come.
nem tanto. Essas nem tanto são
as que a gente mais come.
terça-feira, 1 de junho de 2010
João, Maria e um mosquito.
Um mosquito esquisito
sobrevoa aflito
um cadáver de aranha...estranha
dentro dum copo
" me alegro mas não topo"
enquanto a tarde se esquece.
As horas voam
o relógio que se apresse
e chega João, vem Maria.
Fim de tarde, de um mau dia
quando sobra energia
a luz fraca se apaga.
João já não entende Maria
que senta junto à chaleira
que o fogo brando afaga
para inundar a erva amarga
que o tempo irá sovar.
O mosquito esquisito...maldito
sem compromisso
sonha enquanto isso
mas da aranha esquece
e absorto numa prece
tenta fugir do copo.
Engraçado, foi fácil entrar,
mas agora só o que faz é olhar
através do vidro opaco
voa em círculos
e já está fraco
de tanto voar
e temer
de nunca mais poder
ser livre
para João
ou Maria
ferroar.
sobrevoa aflito
um cadáver de aranha...estranha
dentro dum copo
" me alegro mas não topo"
enquanto a tarde se esquece.
As horas voam
o relógio que se apresse
e chega João, vem Maria.
Fim de tarde, de um mau dia
quando sobra energia
a luz fraca se apaga.
João já não entende Maria
que senta junto à chaleira
que o fogo brando afaga
para inundar a erva amarga
que o tempo irá sovar.
O mosquito esquisito...maldito
sem compromisso
sonha enquanto isso
mas da aranha esquece
e absorto numa prece
tenta fugir do copo.
Engraçado, foi fácil entrar,
mas agora só o que faz é olhar
através do vidro opaco
voa em círculos
e já está fraco
de tanto voar
e temer
de nunca mais poder
ser livre
para João
ou Maria
ferroar.
Tempo perdido.
O tempo está passando muito depressa.
As noites não são mais crianças...os dias
voam.
Acho que meu pai tem razão ao afirmar
que a Terra está girando mais rápido.
Talvez tenha perdido massa.
Todos perdem junto.
O tempo não está mais ao nosso lado.
Já não temos tempo para nada.
Não pertence mais aos homens,
estamos à deriva
somente a Terra solta no universo.
Não somos mais a principal criatura
terrestre.
O tempo já não é mais o pai da razão.
Os dias, as noites e nós.
Desafiam e giram rapidamente
os planetas perdidos.
Ao nosso lado à deriva não somos o universo.
A massa não pertence e tudo se perde, nada se transforma.
Não há mais Terra, principal criatura.
Os homens juntos ao tempo afirmam,
crianças não voam!
As noites não são mais crianças...os dias
voam.
Acho que meu pai tem razão ao afirmar
que a Terra está girando mais rápido.
Talvez tenha perdido massa.
Todos perdem junto.
O tempo não está mais ao nosso lado.
Já não temos tempo para nada.
Não pertence mais aos homens,
estamos à deriva
somente a Terra solta no universo.
Não somos mais a principal criatura
terrestre.
O tempo já não é mais o pai da razão.
Os dias, as noites e nós.
Desafiam e giram rapidamente
os planetas perdidos.
Ao nosso lado à deriva não somos o universo.
A massa não pertence e tudo se perde, nada se transforma.
Não há mais Terra, principal criatura.
Os homens juntos ao tempo afirmam,
crianças não voam!
Para Rosa sonhadora.
A saudade é a única
roupa do passado
que ainda nos serve.
Sobre o poema "Vestida de Saudade".
roupa do passado
que ainda nos serve.
Sobre o poema "Vestida de Saudade".
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