
Teus belos olhos vendados
que tudo podem sentir
mesmo os caminhos fechados
para onde devo seguir.
O vento que sacode a cortina
desvendando os meus segredos
deixou alguns para a minha retina
reter à custa dos medos.
Eis que me vejo tão liberto
assim com Gerión, abro minhas asas
como Moshe, abri o "deserto"
soprando a cinza deixando as brasas
Minha visão ainda é criança
perto de ti, sou um menino
Quando olho não vejo, respiro esperança
de um dia mudar o meu cego destino





