Ela sabe o quanto sabe!
Pergunta fingindo.
Indaga fugindo
da resposta
que ela própria traduz.
Faz que não pensa
só para saber um pouco mais de nós.
Menina esperta, com uma frase
numa página deserta
coloca o mundo para pensar.
Ingênua?
Pois sim.
Sempre tem a pergunta incerta
e resposta sempre certa.
Se diverte ao saber
que esse mundo
é só dela
e que não podemos
interferir.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Terra do nunca ou terra de ninguém.
Essa letra foi feita em 1989. A música foi gravada no mesmo ano numa interpretação emocionante de Ana Souza. Infelizmente a fita se "perdeu". Restou uma K7 danificada que ainda tenho esperança de recuperar. Mas o que me causa mais tristeza é perceber que passados 20 anos, ela está tão atual quanto na época.
Terra do Nunca.
A verdade ainda não triunfou neste lugar
onde a podridão se espalha como um imenso lençol.
Cobre todo país, onde um povo "feliz"
tenta inutilmente encontrar o arrebol.
Planos e mais planos
planos sob os panos
planos todos os anos
para nada mudar.
A nação afundou, nenhuma flor
cresceu sequer nasceu
quase nada mudou
nessa terra do não, do nunca.
Tantas coisas tolas enquanto outras que eram boas
foram desfeitas aos berros e pontapés.
Vi muito morrer e nada acontecer
lágrimas no rosto de quem tentou produzir.
Gerações de artistas
magos e passistas
buscam outros ares
para poderem respirar.
A nação afundou, nenhuma flor
cresceu sequer nasceu
quase nada mudou
nessa terra do não, do nunca.
A verdade ainda não triunfou neste lugar.
Terra do Nunca.
A verdade ainda não triunfou neste lugar
onde a podridão se espalha como um imenso lençol.
Cobre todo país, onde um povo "feliz"
tenta inutilmente encontrar o arrebol.
Planos e mais planos
planos sob os panos
planos todos os anos
para nada mudar.
A nação afundou, nenhuma flor
cresceu sequer nasceu
quase nada mudou
nessa terra do não, do nunca.
Tantas coisas tolas enquanto outras que eram boas
foram desfeitas aos berros e pontapés.
Vi muito morrer e nada acontecer
lágrimas no rosto de quem tentou produzir.
Gerações de artistas
magos e passistas
buscam outros ares
para poderem respirar.
A nação afundou, nenhuma flor
cresceu sequer nasceu
quase nada mudou
nessa terra do não, do nunca.
A verdade ainda não triunfou neste lugar.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Uma esquina, uma casa.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Ela
Ela cerrou os punhos
não de maneira belicosa
como o romper da truculência.
Foi como barrar seu sangue
na vã tentativa que roxear dos dedos
fosse um sinal de assentimento.
Ela abriu as mãos
devagar como se o torpor da angustia
congelasse o gelo.
Não como em mendicância
mas como vencedora
como quem se cobre
e dorme
para
sempre.
não de maneira belicosa
como o romper da truculência.
Foi como barrar seu sangue
na vã tentativa que roxear dos dedos
fosse um sinal de assentimento.
Ela abriu as mãos
devagar como se o torpor da angustia
congelasse o gelo.
Não como em mendicância
mas como vencedora
como quem se cobre
e dorme
para
sempre.
sábado, 4 de julho de 2009
Thêmis
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