Ontem não será como foi amanhã,
nem te conhecerei se não te ver.
Amanhã deixei, minha imagem muda
mudará ontem minha vida,
hoje foi amanhã.
A imagem silenciosa serpenteia à espreita.
Perguntarei ontem o que pensaste amanhã.
Porque tudo muda,
tudo foi! Muda minha vida.
Muda a imagem muda.
Ricardo Kersting
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Sorriso
Hoje
Eu
Lentamente sumiria
Embriagado pela bruma da tarde
Nada me impediria
Antes que fosse tarde, sumiria como o gato da Alice
sumindo
sumindo
sumindo
deixando
apenas um sorriso
Ricardo Kersting
Eu
Lentamente sumiria
Embriagado pela bruma da tarde
Nada me impediria
Antes que fosse tarde, sumiria como o gato da Alice
sumindo
sumindo
sumindo
deixando
apenas um sorriso
Ricardo Kersting
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
O guardião
Devora-me cronos
desfaz minha vida aos pedaços
nas garras de cronos
na orgia dos deuses
no peito em agonia
desfaz todo dia
suor que escorre
amor que se perde
dor que se esconde
pelo lixo das ruas
desfaz o meu sangue
se fétido estorvo
lida pervertida
desfaz minha vida
da noite pro dia
Ricardo Kersting
nas garras de cronos
na orgia dos deuses
no peito em agonia
desfaz todo dia
suor que escorre
amor que se perde
dor que se esconde
pelo lixo das ruas
desfaz o meu sangue
se fétido estorvo
lida pervertida
desfaz minha vida
da noite pro dia
Ricardo Kersting
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Verdade ( A ordem do dia )
Queria não pensar, por uma vez
um só segundo!
Fosse a verdade, acontecimento
a ordem do dia!
E que eu não a ouvisse, por uma vez
um só segundo!
Que despontassem da sede, os desertos
e seus desertores!
E que eu não os sentisse, por uma vez
um só segundo!
E para aqueles que perguntassem,
onde andaria, o tal que não responde?
Eu soltaria toda dor que ainda me importasse
se eu não vivesse, por uma vez
um só segundo!
Mesmo assim haveria, da ordem do dia
quem nada soubesse.
Ricardo Kersting
um só segundo!
Fosse a verdade, acontecimento
a ordem do dia!
E que eu não a ouvisse, por uma vez
um só segundo!
Que despontassem da sede, os desertos
e seus desertores!
E que eu não os sentisse, por uma vez
um só segundo!
E para aqueles que perguntassem,
onde andaria, o tal que não responde?
Eu soltaria toda dor que ainda me importasse
se eu não vivesse, por uma vez
um só segundo!
Mesmo assim haveria, da ordem do dia
quem nada soubesse.
Ricardo Kersting
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